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A Disputa pela Atenção Humana

há 4 horas
2 min de leitura

Em 1984 o filosofo james flynn analisou décadas de testes de QI e percebeu que a humanidade ficava mais inteligente com o passar dos anos (crescia 3 pontos de QI a cada cada geração) o chamado Flynn Effect, o motivo era a mudança de ambiente, melhor nutrição, melhores escolas, maior resiliente em relação a complexidade do mundo, isso durante 1 século inteiro.


Após a Revolução industrial a disputa da atenção das pessoas se tornou enorme,

a partir de 2010 as empresas começaram a trabalhar para sequestrar o tempo das pessoas (de trabalho, dormir, refeição e curtir a vida). No mundo o tempo de tela é de 7 horas e no Brasil o tempo é de 9 horas (segundo lugar no ranking) abaixo da África do sul é de 9:38hs.


Por volta do inicio dos anos 2000, o psicólogo Lars Dheli analisou uma inversão do Flynn Effect, uma queda de QI em relação as outras gerações (época quando os celulares começaram a crescer)


O livro Capitalismo da Atenção, do filósofo francês Yves Citton, mostra os problemas dessa inversão. Citton defende que precisamos reaprender a administrar nossa atenção.


Ele sugere:

  • Uma educação para atenção

  • Consumo crítico de informação

  • Ambientes que favoreçam concentração

  • Responsabilidade nas plataformas digitais


A ideia é transformar a atenção em um bem coletivo a ser protegido, e não apenas explorado economicamente.


O livro mostra que, a atenção humana virou o recurso mais disputado e lucrativo da economia, e precisamos aprender a protegê-la para preservar nossa autonomia, cultura e democracia.

Empresas tentam:


  • prender o usuário na tela

  • estimular cliques

  • gerar engajamento constante


Isso cria um ambiente de distração permanente, onde as pessoas são bombardeadas por estímulos.

Consequências:


  • dificuldade de concentração

  • superficialidade na informação

  • consumo impulsivo

  • polarização política

  • manipulação da informação

  • redução da reflexão profunda

  • cultura de imediatismo


Ou seja, a atenção coletiva influencia diretamente a democracia e a cultura.



 
 
 

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